Câncer colorretal: como diagnosticar a doença precocemente?

Prevenção e exames de rastreamento são essenciais contra o câncer colorretal. Identificar riscos e sinais precoces aumenta as chances de cura.

Luiza Adorna
Publicado em 05/01/2026 - 13:00 - Revisado em 19/12/2025 - 12:43

O câncer colorretal, causa da morte recente da cantora Preta Gil e de milhares de  outras pessoas pelo mundo, pode ter cura. O principal aliado para o desfecho positivo é a detecção precoce da doença. Para isso, é fundamental identificar os fatores de risco e as formas de prevenção, e saber observar os sinais de alerta.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer no intestino é o terceiro que mais mata no Brasil. Esse tumor afeta o cólon e o reto, partes importantes do intestino grosso para a absorção de água e sais minerais, assim como para a formação das fezes.

Fatores de risco para o câncer colorretal

Apesar de afligir cada vez mais pessoas jovens, uma das situações de risco  para a doença é a idade igual ou superior a 50 anos. Além disso, consumo excessivo de carne vermelha ou processada, bebidas alcoólicas, obesidade, sedentarismo e tabagismo também contribuem para esse tipo de câncer. 

Outro aspecto importante é o histórico familiar, tanto para casos de câncer colorretal quanto para polipose adenomatosa, condição em que surgem muitos pólipos no intestino com risco de se tornarem câncer. Quem possui familiares com enfermidades crônicas como diabetes tipo 2 e doença de Crohn também podem ter maior risco.

Por isso, conforme artigo publicado no Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, é fundamental mudar hábitos, como aumentar a ingestão de frutas e vegetais, reduzir o consumo de gorduras saturadas e álcool, não fumar, praticar exercícios físicos de forma regular e controlar o peso corporal.

Como identificar o câncer colorretal?

Os sintomas do câncer colorretal, embora muitas vezes silenciosos, quando se manifestam podem ser um sinal de alerta crucial para buscar ajuda. Entre eles, destacam-se a mudança de hábitos intestinais — como o surgimento de diarreia ou constipação crônicas, inchaço, gases, cólicas frequentes, sangramentos percebidos ao se limpar com o papel higiênico, fraqueza ou perda de peso sem motivo aparente.

Também pode acontecer o chamado tenesmo, quando a pessoa sente que, mesmo após evacuar, o intestino não se esvaziou completamente. Outros indícios são a alteração na coloração ou mesmo no formato das fezes, anemia sem causa esclarecida, dor ao evacuar, náuseas e vômitos. Mesmo quando esses sintomas não aparecem, existe um recurso extremamente relevante de monitorar a saúde do seu intestino.

Colonoscopia: a grande aliada

Considerado o padrão-ouro para a detecção da doença, a colonoscopia permite não apenas visualizar o interior do intestino, mas também remover as áreas anormais e pólipos para testagem.  

Outros exames complementares, como o de sangue oculto nas fezes e a tomografia computadorizada, também podem ser solicitados. 

Para saber mais sobre o exame, clique aqui: Colonoscopia: o exame fundamental para prevenir o câncer de intestino. Em caso de dúvidas sobre sintomas ou prevenção, agende uma consulta e faça o acompanhamento com seu médico.

Leia mais: Por que o câncer colorretal tem afetado os mais jovens?

Referências:

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/marco/saiba-como-sao-prevencao-diagnostico-e-tratamento-do-cancer-colorretal#:~:text=Entre%20os%20fatores%20de%20risco,obesidade%2C%20inatividade%20f%C3%ADsica%20e%20tabagismo

https://www.einstein.br/n/glossario-de-saude/cancer-colorretal

https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/3321/3677