Você sabia que dentre as mais de 80 doenças autoimunes conhecidas atualmente, o lúpus é uma das mais graves? O alerta é em especial ao público feminino. Conforme o Ministério da Saúde, a doença acomete cerca de 9 mulheres para cada homem. Mas por que elas são mais afetadas? Segundo a agência reguladora norte-americana Food and Drug Administration (FDA), pesquisadores acreditam que o estrogênio e outros hormônios femininos podem desempenhar um papel no desencadeamento da doença.
Além disso, o lúpus também pode aumentar o risco de uma mulher desenvolver outras doenças graves, como doenças cardíacas, osteoporose e doenças renais. De acordo com o Ministério da Saúde, a incidência do lúpus também chega a ser três a quatro vezes maior em mulheres negras do que em mulheres brancas.
Embora não se saiba ao certo o que causa o lúpus, estudos feitos no Brasil e no mundo apontam que as doenças autoimunes — aquelas em que o sistema imunológico ataca tecidos saudáveis do próprio corpo por engano —, podem ser resultado de uma combinação de fatores hormonais, infecciosos, genéticos e ambientais. Já os desencadeadores incluem:
- luz solar: a exposição à luz do sol, de forma inadequada e em horários inapropriados, pode iniciar ou agravar uma inflamação preexistente;
- infecções: ter uma infecção pode iniciar lúpus ou causar uma recaída da doença em algumas pessoas, o que pode gerar um quadro leve ou grave;
- medicamentos: o lúpus também pode estar relacionado ao uso de determinados antibióticos, medicamentos usados para controlar convulsões e também para pressão alta. O médico precisa ser avisado caso qualquer sintoma estranho seja notado pelo paciente que faz uso.
A maior parte dos diagnósticos de lúpus acontece entre os 15 e os 40 anos, mas a doença pode surgir em qualquer faixa etária.
Quais são os sintomas?
Os sintomas do lúpus podem ser moderados ou graves, temporários ou permanentes, assim como podem se apresentar de repente ou se desenvolver lentamente. A maioria acontece esporadicamente, em crises, nas quais os sintomas se agravam por um tempo e depois desaparecem.
Os sintomas mais comuns são:
- fadiga;
- febre;
- dor nas articulações;
- rigidez muscular e inchaços;
- rash cutâneo (vermelhidão na face em forma de “borboleta”) sobre as bochechas e a ponta do nariz (o rash piora com a luz do sol e também pode ser generalizado; ele afeta cerca de metade das pessoas com lúpus);
- lesões na pele que surgem ou pioram quando expostas ao sol;
- dificuldade para respirar;
- dor no peito ao inspirar profundamente;
- sensibilidade à luz do sol;
- dor de cabeça, confusão mental e perda de memória;
- linfonodos aumentados (popular íngua);
- queda de cabelo;
- feridas na boca;
- desconforto geral, ansiedade e mal-estar.
Diagnóstico e tratamento
Para a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a precocidade do diagnóstico é extremamente importante para um tratamento adequado e pode determinar uma melhor resposta clínica. A detecção é realizada pelo reconhecimento dos sintomas pelo médico, em associação com alguns exames laboratoriais. Assim, é fundamental procurar um reumatologista em caso de suspeita da doença.
O tratamento do lúpus, que não tem cura, é crônico e paliativo, com a intenção de controlar os sintomas, melhorando a qualidade de vida. Segundo a SBR, são importantes medidas como proteção da radiação solar (com o uso de fotoprotetores), suspensão do tabagismo quando presente, afastamento de condições de estresse, alimentação balanceada, repouso adequado e atividade física regular. Além disso, os pacientes podem utilizar medicamentos que controlem a atividade da doença e previnam reativações.
Para baixar uma cartilha de informações sobre o lúpus criada pela SBR, clique aqui.
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