O Sistema Único de Saúde (SUS) vai disponibilizar nacionalmente a partir de 2026 o Implanon, implante contraceptivo subdérmico considerado um dos métodos mais eficazes de contracepção. O dispositivo, que pode custar até R$ 4 mil no setor privado, será oferecido gratuitamente a mulheres e adolescentes em idade fértil.
Segundo o Ministério da Saúde, a medida visa ampliar o acesso ao planejamento reprodutivo e reduzir desigualdades no acesso a métodos contraceptivos modernos. A pasta planeja distribuir 1,8 milhão de dispositivos, com investimento estimado em aproximadamente R$ 245 milhões.
Características do implante subdérmico
O Implanon é um pequeno bastão com cerca de 3 cm de comprimento e 2 mm de diâmetro, contendo hormônio sintético (etonogestrel) que bloqueia a ovulação. Ele é inserido sob a pele do braço durante procedimento ambulatorial com anestesia local.
O método oferece proteção contraceptiva por até três anos sem necessidade de intervenções durante o período. Após esse prazo, a mulher pode optar por inserir um novo implante ou removê-lo, com retorno imediato da fertilidade.
Comparação com outros métodos de longa duração
Atualmente, o SUS oferece os seguintes dispositivos de longa duração:
DIU de cobre: dispositivo intrauterino em formato de “T” que altera o ambiente uterino e impede a fecundação.
DIU hormonal (Mirena): dispositivo intrauterino em formato de “T” que libera levonorgestrel, provocando espessamento da mucosa cervical e bloqueando a fecundação.
Implante subdérmico (Implanon): bastão subcutâneo que libera etonogestrel, bloqueando a ovulação.
Outros métodos disponíveis no SUS incluem: anticoncepcional oral combinado, anticoncepcional injetável mensal (combinado), anticoncepcional injetável trimestral (progestágeno isolado), minipílula (progestágeno isolado), contracepção de emergência, preservativos masculino e feminino, além dos procedimentos cirúrgicos de laqueadura tubária e vasectomia.
Implementação do programa
As primeiras 100 mil unidades do implante chegaram ao Brasil em setembro de 2024, acompanhadas de 100 kits para treinamento de profissionais de saúde. Segundo o Ministério da Saúde, a partir de 2026, adolescentes e mulheres de 14 a 49 anos poderão solicitar o dispositivo nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
A pasta espera que a medida contribua para a prevenção de gestações não planejadas e para a redução da mortalidade materna, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).
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Referências:
