Do SUS à rede privada: o panorama da vacinação contra gripe no Brasil

Saiba as principais informações sobre a imunização em 2026, ano que registra aumento na circulação de vírus respiratórios

Luiza Adorna
Publicado em 05/05/2026 - 13:00

Dados de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a influenza. Conforme o Ministério da Saúde, até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas — número que reforça a importância da vacinação contra a doença.

Essencial a cada ano, a vacinação contra gripe acontece no Brasil com imunizantes disponíveis na rede pública e nas clínicas particulares. O aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave levou o Ministério da Saúde a antecipar a campanha, que teve início em 28 de março e segue até 30 de maio, com foco nos grupos prioritários: idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades.

Parte do Calendário Nacional de Vacinação, o imunizante é uma estratégia importante para garantir a proteção contra as novas cepas do vírus. A necessidade de atualização anual comprova a importância da imunização periódica, que pode ser realizada simultaneamente a outras vacinas previstas no cronograma, como a da covid-19.

Conforme a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), em nota técnica sobre as vacinas influenza em uso no Brasil em 2026, o SUS conta com a vacina trivalente produzida pelo Instituto Butantan. As vacinas quadrivalentes, por sua vez, estão disponíveis apenas nos serviços privados de vacinação, para o público em geral. Ambas são confiáveis. 

High Dose contra a gripe

O Brasil também dispõe de uma vacina de alta concentração, ou alta dose. Conhecida como “High Dose” (HD3V), ela contém quatro vezes mais antígenos do que as vacinas de dose padrão e é indicada e licenciada exclusivamente para indivíduos com 60 anos ou mais.

Conforme estudo de eficácia publicado no New England Journal of Medicine, a vacina HD3V foi 24% mais eficaz do que a de dose padrão na prevenção da gripe em adultos a partir de 65 anos. Caso a vacina de alta concentração não esteja disponível, a prevenção pode ser feita com qualquer outra vacina contra influenza disponível.

Toda vacina é segura e eficaz

Vale destacar que, independentemente da escolha pela rede pública ou privada, todos os imunizantes são seguros e funcionam. De acordo com a nota da SBIm, não há diferenças significativas entre as vacinas quanto à resposta imune, à eficácia ou à reatogenicidade — apenas quanto ao número de cepas (trivalentes ou quadrivalentes).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, todos os anos, de 5% a 10% da população mundial seja infectada pelo vírus da influenza. Além disso, as epidemias sazonais resultam em expressivas taxas de morbidade, hospitalização e mortalidade. Quanto mais pessoas estiverem protegidas, menos casos graves serão registrados. Procure uma Unidade Básica de Saúde e mantenha a caderneta de vacinação atualizada.

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Referências:

https://www.gov.br/secom/pt-br/acompanhe-a-secom/noticias/2026/03/campanha-nacional-de-vacinacao-contra-a-influenza-comeca-neste-sabado-28

https://www12.senado.leg.br/noticias/videos/2026/04/campanha-contra-gripe-e-antecipada-apos-aumento-de-casos

https://sbim.org.br/noticias/nota-tecnica-sbim-aborda-vacinas-influenza-em-uso-no-brasil-em-2026

https://sbim.org.br/images/nt-vacinas-influenza-2026-final.pdf_2026-04-10.pdf

https://www.gov.br/saude/pt-br/campanhas-da-saude/2026/gripe